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Editor: Roberto Monteiro Pinho

Simpósio Internacional discute a Mídia Social e a diferença entre jornalistas e ativistas

May 27, 2016

 

 

Journalism in the Americas – Universidade do Texas/Fórum de Austin*

passapalavra.info

 

...) Jake Horowitz, fundador da Mic.com, ecoou esse sentimento de indefinição das duas categorias, enquanto sublinhou que a distinção é importante. Ele salientou que a mídia social tem desempenhado um grande papel no sentido de tornar as diferenças menos clara, especialmente por jornalistas usarem diferentes plataformas para relatar e compilar histórias.

 

 

 

A questão de qual é a diferença entre jornalismo e ativismo criou uma animada discussão durante um painel no  Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ). Painelistas concordaram que embora a linha entre os dois tenha se tornado mais difícil de discernir dadas as mídias sociais de hoje em dia, ainda existem algumas diferenças importantes e fundamentais entre jornalistas e ativistas.

 

A discussão foi iniciada pela painelista Pam Fine, presidente da Sociedade Americana de Editores de Notícias (ASNE), professora de jornalismo na Universidade de Kansas e Knight Chair de Noticías, Liderança e Comunidade. Pam Fine destacou como a ênfase para os jornalistas mudou ao longo do tempo – desde destacar a objetividade ao "esforço para ser justo e preciso".

 

No entanto, com as mídias sociais, as expectativas dos leitores também mudaram - especialmente a geração milênio, as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e os anos 2000.

Joel Simon, diretor-executivo do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), começou a falar sobre o porquê de diferentes partes interessadas se preocuparem com as diferenças entre jornalistas e ativistas - destacando que nunca foi fácil fazer a distinção, uma vez que esta baseia-se fortemente em contexto. Simon ainda acrescentou que o que os jornalistas fazem pode não ser completamente distinto do trabalho feito por ativistas.

 

Em última análise Simon concluiu que a diferença pode não ser importante, porque "os jornalistas operam em um quadro jurídico e político mais amplo que protege a liberdade de expressão e eles devem compartilhar este espaço e defendê-lo ao lado de ativistas." "No final do dia", diz Joel Simon:

"Os jornalistas são mais livres, mais seguros e mais confiantes quando a linha que separa os jornalistas dos ativistas é um pouco embaçada”.

Jake Horowitz, fundador da Mic.com, ecoou esse sentimento de indefinição das duas categorias, enquanto sublinhou que a distinção é importante. Ele salientou que a mídia social tem desempenhado um grande papel no sentido de tornar as diferenças menos clara, especialmente por jornalistas usarem diferentes plataformas para relatar e compilar histórias.

No entanto, Horowitz disse que o papel dos jornalistas é " fazer as perguntas difíceis..., mas sem levar as pessoas a se engajarem em causas ou assinarem petições." Para os defensores, há também uma série de semelhanças entre seu trabalho e o trabalho de jornalistas.

Emma Daly, diretora de comunicações da Human Rights Watch, disse que o trabalho de campo de pesquisadores da organização se parece muito com o de jornalistas. Para Daly, a distinção final tem a ver com o que acontece após a informação ser disseminada."Nós produzimos jornalismo, mas nãosomos jornalistas. Nós não ficamos apenas pela história, nós procuramos recomendações sobre comoresolver o problema", disse ela. 

 

Daniela Gerson, editora envolvimento da comunidade para o Los Angeles Times, destacou as maneiras como o LA Times está adotando ferramentas para retratar perspectivas que de outra forma não seriam representadas, se esforçando para apresentar ambos os lados da história. O Los Angeles Times tem sido capaz de fazer isso através da integração de mídia social em seu processo de elaboração de relatórios, de acordo com Gerson.

 

Embora todos os participantes tenham concordado que a linha entre ativismo e o jornalismo com o surgimento da Internet não está claramente definida, Joel Simon também realçou a importância do contexto.

"Se você operar em um país onde a repressão e violência e intimidação são o nome do jogo todos os dias, então a cada dia que você está defendendo o seu nome próprio e o nome dos seus colegas", disse ele. O ISOJ ocorreu nos dias 15 e 16 de abril, no Blanton Mauseun ofArt, o campus da Universidade do Texas, em Austin. A conferência foi transmitida em Inglês aqui e em espanhol.

 

*O Fórum de Austin é uma rede de organizações que trabalham com o treinamento e a assistência ao desenvolvimento da mídia na América Latina e no Caribe. É também um evento anual que reúne as organizações para intercâmbio de experiências. O encontro é organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas, e desde 2007 conta com o apoio do Programa de Media do Open Society Institute (OSI).

 

 

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