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Brasil é o 5º no ranking mundial em fraudes digitais

Roubos de dados pessoais e fraudes de cartão de crédito são as principais violações virtuais praticadas no Brasil. O criminoso cibernético busca dinheiro fácil. As informações são de uma empresa especializada em cibersegurança.

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Por: Ana Mary C. Cavalcante

Um novo estudo sobre os crimes cibernéticos no Brasil mostra o País em quinto lugar no ranking de detecções de malwares (software malicioso, que pode corromper sistemas ou roubar informações) bancários. A pesquisa da Trend Micro Incorporated (empresa especializada em segurança em nuvem), divulgada neste janeiro, é referente ao terceiro trimestre de 2015 e chama a atenção para o crescimento deste tipo de crime no País. É urgente que 2016 também seja um ano novo para a cibersegurança, demarcam especialistas da área.

“Em nosso último relatório sobre o cenário do cibercrime brasileiro, o Brasil está posicionado em 5º lugar se correlacionamos o número de detecções de malwares bancários”, revela Franzvitor Fiorim, executivo de vendas da Trend Micro, em entrevista por email. As fraudes bancárias e de cartão de crédito, também geradas pelo roubo de dados pessoais, são os delitos digitais recorrentes no Brasil, mas os crimes cibernéticos se especializam e avançam ao mesmo tempo em que a tecnologia. “Os cibercriminosos adicionaram os smartphones à sua lista de dispositivos-alvo, conforme evidenciado pela disponibilidade de software e serviços de spam por SMS”, considera o executivo.

Dados da Trend Micro informam que “o número total de aplicativos maliciosos de alto risco para dispositivos Android cresceram 31% no primeiro trimestre de 2015” frente ao mesmo período do ano anterior. “Outro ponto é correlacionado a Malwares para Pontos de Venda (que podem coletar dados de cartões de vários sistemas de pagamento, por exemplo), que teve crescimento de 193% no primeiro semestre de 2015 se compararmos o mesmo período de 2014”, completa Fiorim.

Dinheiro fácil A tendência é o aumento do número de golpes “envolvendo celulares, tablets, pontos de venda e internet das coisas (leia-se tudo o que pode ser conectado)”, projeta o executivo da Trend Micro. Essas violações são as mais rentáveis e a busca por dinheiro fácil, ele retrata, é o perfil do cibercriminoso brasileiro.

O estudo Ascending the Ranks: The Brazilian Cybercriminal Underground in 2015, da Equipe de Pesquisa de Ameaças Futuras da Trend Micro, expõe ainda os “negócios” realizados no submundo do crime cibernético. Com a popularidade do Internet Banking no Brasil, exemplifica a pesquisa, o malware bancário ganha espaço: o Kaiser deixa registradas as teclas digitadas sempre que o usuário de um sistema infectado visita o site de um dos bancos-alvo.

“Os cibercriminosos, então, ganham acesso aos números da conta bancária. Por R$ 5 mil, os compradores podem registrar as teclas digitadas de até 15 sites e têm acesso a serviço de suporte 24 horas”, detalha o estudo.

Também surpreende a oferta de treinamento de carding (roubo de credenciais de cartões de crédito). O “curso” tem duração de três meses e inclui aulas para criar malware e configurar botnets (que pode realizar tarefas maliciosas programadas), ensinando até a clonar cartões. “Por R$ 300, os aspirantes a cibercriminosos e os novatos podem aprender a criar suas próprias variantes de malware e páginas de phishing (em geral, ameaças virtuais)”, sublinha a pesquisa.

31% Índice de crescimento de aplicativos maliciosos de alto risco para dispositivos Android (smartphones e tablets) no primeiro trimestre de 2015, comparado ao período de 2014.

Lei brasileira precisa avançar Os cibercrimes – que alguns especialistas preferem nomear crimes digitais, enquanto outros falam em crimes eletrônicos - têm a extensão da internet e s