Globo ataca as redes sociais que ameaça sua credibilidade. Perda de faturamento é atribuída aos ativistas sociais

November 3, 2017

 imagem: arquivo


ANIBRPress


As mídias digitais se tornaram onipresentes no dia-a-dia das pessoas do século XXI. Agora elas não são mais utilizadas apenas para reencontrar velhos conhecidos ou para se comunicar com amigos que moram longe: o mundo corporativo também entrou nessa onda. E todo esse movimento faz com que saber quais são as redes sociais mais usadas pelo público brasileiro e mundial seja de grande importância para as empresas.


No retrovisor dessa rede mania, está o complexo sistema Globo que perdeu terreno e vem sendo fustigada diariamente pelo mídia ativistas que saem na frente com a informação. “Para a mídia hegemônica, esse cenário é cruel. Diminui o faturamento com anúncios e obrigam as emissoras, jornais e revistas a serem mais criteriosas com suas publicações, sob pena de serem desmentidas pelos internautas”, avalia o presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI Roberto Monteiro Pinho.


Mercado de trabalho


Para o dirigente, com o advento das redes sociais, se abriu um novo mercado para desempregados e aqueles que se interessam pela internet. “Os profissionais de mídia, constroem verdadeiros e engenhosos sistema de informações, através de sites, blogs, jornais e revistas eletrônicas, usam o instagram, youtube, e outros sistemas disponíveis, e ainda o facebook para publicar continuamente notícias e assuntos de interesse da comunidade. Hoje quatro de cada programa ao vivo e 80% do jornalismo repórter, são abastecidos por internautas amadores e profissionais, que atuam 24 horas por dia em contato a vida urbana” – explica.


Monteiro estima que em pouco mais de cinco anos, a mídia eletrônica vai absorver toda demanda de papel. “Os jornalões e revistas já estão optando pela publicação eletrônica, aos poucos vão esvaziando o periódico impresso, que já se tornou engessado”.  Ele se preocupa com esse quadro, e alerta, “Os barões da comunicação vão querer a hegemonia da mídia eletrônica, temos que ficara atento” - alerta.


Pesquisas são extraordinariamente promissoras


Estudo divulgado pela eMarketer nos coloca como os principais usuários de redes sociais em toda a América Latina, com números bem adiante do segundo e do terceiro colocados. Segundo o estudo, o Brasil tinha 78,1 milhões de usuários mensais ativos (isto é, que acessam uma rede social ao menos uma vez por mês) em 2014, número que subiu para 86,5 milhões em 2015 (crescimento de 10,7%) e alcança a metade de 2016 com 93,2 milhões (aumento de 7,8%).


Em segundo lugar está o México, que saltou de 43,7 milhões em 2014 para 49,5 milhões em 2015 (+13,2%) e chega em junho de 2016 com 56 milhões de usuários ativos (+13,1%). A Argentina, que fecha o pódio de países com mais usuários de redes sociais da América Latina, tinha 19,2 milhões em 2014 e foi para 20,8 milhões no ano passado (+8,5%); os hermanos chegam em junho de 2016 com 21,7 milhões de usuários (+4,2%).


Ao todo, o pedaço do continente americano que vai do norte do México até Ushuaia conta com 260 milhões de usuários de redes sociais, porção que corresponde a 42% de toda a sua população. Nos últimos anos, a quantidade de usuários tem aumentado de forma considerável: em 2014, eram 210 milhões de latino-americanos conectados às redes sociais; em 2015, este número chegou a 237,8 milhões. Para 2020, a previsão é de que sejamos 313,6 milhões de usuários de sites como Facebook, Twitter e Instagram, entre outros.
 

Usuários de redes sociais na América Latina. (Foto: Divulgação/eMarketer)


Penetração


Os números divulgados pela eMarketer mostram ainda o quanto as redes sociais estão presentes na maioria da vida dos internautas latino-americanos. O México lidera este quesito: 79,2% dos mexicanos com acesso a internet utilizam ao menos uma rede social — em 2020, esta porcentagem deve ser de 82,3%. O Brasil vem em segundo, com 77.8% dos internautas ligados a uma rede social — a previsão para daqui a quatro anos é de 80,3%. Na Argentina, 72,7% dos internautas estão nas redes sociais — em 2020, este número deve ser 75,5%.


Em relação à população total do país, a Argentina lidera o ranking: 49,4% de todos os argentinos acessam uma rede social ao menos uma vez por mês. O México vem em segundo, com 45,8% de toda a sua população conectada a uma rede social. Em terceiro está o Brasil, com 45,3% de todo o seu povo mantendo pelo menos uma conta em redes sociais.

 

Penetração das redes sociais entre os usuários de internet latino-americanos. (Foto: Divulgação/eMarketer)


Domínio do Facebook


Como era de se esperar, o Facebook é a rede social dominante na região — assim como o é em quase todo o restante do mundo. Segundo dados da eMarketer, 245 milhões de latino-americanos têm conta na plataforma criada por Mark Zuckerberg, um número impressionante que significa exatos 94,2% de todos os internautas do continente.


Em todos os países, o Facebook tem números expressivos entre as pessoas que usam alguma rede social. No México, 94,2% das pessoas que usam algum site do gênero estão no Facebook; no Brasil, a porcentagem é um pouco maior: 95%; por fim, na Argentina, o número é ainda maior, 97,7%.


Twitter ainda engatinha


Apesar do alvoroço causado pelo Twitter, a rede social dos 140 caracteres ainda engatinha por aqui, “indo pouco além de seu papel principal como fonte de notícias de última hora”, define a eMarketer. Segundo o estudo divulgado pela empresa, apenas 29% de todos os usuários de redes sociais da região estão no Twitter. Este número deve crescer 12,9% em 2016, segunda maior taxa de crescimento do mundo e ligeiramente maior do que a média mundial.


Dos três maiores países latino-americanos, o México lidera na proporção de usuários: 42% das pessoas com contas em alguma rede social tem perfil no Twitter. A Argentina vem em segundo lugar, com 36,9% e o pódio é fechado pelo Brasil, com 29,7%.


Como escolher


Tudo o que estiver aberto nas redes pode acabar na mira de grandes empresas e dos profissionais do setor de Recursos Humanos, de modo que quem procura por uma oportunidade profissional precise aumentar a cautela e zelar pela privacidade dos seus posts. Uma das redes sociais mais usadas pelos brasileiros é, justamente, voltada para o universo profissional. Ou seja: por meio das mídias sociais também é possível ganhar pontos na hora de procurar por um novo emprego.


Confira, a seguir, quais são as redes sociais mais acessadas pelos brasileiros e em todo o mundo, de acordo com pesquisas realizadas ao longo do ano de 2014.


No Brasil


Facebook: Com mais de 1,5 bilhões de usuários ativos e quase 11 anos de vida, o Facebook é o campeão brasileiro e mundial das redes sociais, contando com cerca de 80 milhões de usuários somente no Brasil.


LinkedIn: A rede focada no mundo corporativo já é a segunda mais usada no País e quarta no ranking mundial, contando com 240 milhões de usuários com seus currículos online publicados em quase 12 anos de existência.


Twitter: Com cerca de nove anos de existência, o Twitter conta com 560 milhões de usuários em todo o mundo, sendo que 100 milhões destes acessam a rede todos os dias, gerando uma média de 500 milhões de tweets diários.


No mundo

  • Facebook

  • Twitter

  • Google +

  • LinkedIn

  • Instagram

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