CENSURA: ANI/CEVRJ e OABRJ debateram a Liberdade de Imprensa


(...) O evento contou com os convidados, Sidney Rezende, jornalista, Wanderley Rebello, jurista, criminalista, escritor e presidente da CEVRJ, Cláudia Cataldi, jornalista e cientista política, Cadu Freitas, jornalista e comunicador, Antonio Rangel, jornalista e diretor de Mídia da ANI, Paulo Maltz, diretor de comunicação do IAB e o jornalista, escritor e presidente da ANI, Roberto Monteiro Pinho. Crédito: ANIBRPress

A Liberdade de Imprensa foi tema do debate realizado pela Associação Nacional e Internacional de Imprensa ANI, a Comissão de Enfrentamento da Violência contra Repórteres, Jornalistas e Afins – CEVRJ e a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB – Seccional do Rio de Janeiro, no dia 23 de julho.

No Brasil 60 mil profissionais de mídia estão sob constante ameaça

Os palestrantes pontuaram as questões da liberdade de expressão e de imprensa, focado nos episódios que marcam o sinuoso crescimento da violência e da censura imposta a jornalistas, que na última década só no Brasil atingiram mais de 60 mil profissionais de mídia. São titulares de sites, blogues, jornais e revistas eletrônicas e a mídia alternativa. Outra questão amplamente discutida, foi a liberdade das redes sociais, fenômeno que engloba 2,2 milhões de internautas e assinantes de WhatsApp no planeta.

ANI vai catalogar autoridades que violam as prerrogativas dos jornalistas

O presidente da CEVRJ jurista Wanderley Rebello Filho destacou que a sua Comissão integrou um grupo de trabalho que organizou com a ANI a realização do Debate sobre a censura a jornalistas. Para o presidente da ANI jornalista Roberto Monteiro Pinho a violação das Prerrogativas dos Repórteres e Jornalistas já vêm sendo monitorada no âmbito da ANI agora no modelo do que acaba de implantar a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB e criou o ranking com as autoridades que mais violam as prerrogativas dos repórteres e jornalistas. “Vamos ter no site da entidade um link com os nomes desses algozes do jornalismo.” – acentua Monteiro.

Assassinatos, ameaças e agressões

Segundo dados da ONG internacional Jornalistas Sem Fronteiras, o Brasil é o segundo país na América Latina em número de jornalistas assassinados entre 2010 e 2017. No país o Poder Judiciário e o Ministério Público ocupam a terceira colocação na listagem dos principais agressores a liberdade de imprensa, atrás dos policiais, que foram os responsáveis por 19 agressões, e dos políticos, que aparecem na segunda colocação, com 15 casos. Já as ocorrências registradas em 2016 colocam o Brasil entre os países mais perigosos para o exercício do jornalismo. De acordo com a ONG, foram 99 casos de ameaça e intimidação no ano passado.

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