INTERNET INFLUENCIOU 85% DOS ELEITORES ATRAVÉS DAS MÍDIAS SOCIAIS


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Governos e órgãos locais se envolveram em formas de interferência pela internet na tentativa de influenciar eleições em 26 de 30 nações estudadas por uma agência de monitoramento da democracia ao longo do ano passado, que avaliou também a situação no Brasil. É o que garante a agência de notícias Reuters.

A Freedom House, que é financiada em parte pelo governo dos Estados Unidos, disse em seu relatório anual que a interferência eleitoral online se tornou uma "estratégia essencial" para aqueles que querem perturbar a democracia.

A desinformação e a propaganda foram às ferramentas mais populares usadas, segundo a pesquisa. "Estados e elementos partidários usaram redes sociais para disseminar teorias conspiratórias e memes enganosos, muitas vezes trabalhando em paralelo com personalidades midiáticas e figuras do empresariado simpatizantes do governo", disse.

"Muitos governos estão descobrindo que, nas redes sociais, a propaganda funciona melhor do que a censura", explicou Mike Abramowitz, presidente da Freedom House. "Autoritários e populistas de todo o globo estão explorando tanto a natureza humana quanto algoritmos de computador para conquistarem as urnas, tripudiando regras concebidas para garantir eleições livres e justas."

No Brasil

No Brasil, por exemplo, o relatório afirma que tivemos um período eleitoral conturbado marcado por campanhas de desinformação e violência política.

Na verdade, o que se viu foram as candidaturas à presidência massificarem nas mídias sociais, comentou o presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI o jornalista e escritor Roberto Monteiro Pinho.

“Não existe diferença entre mentir no horário eleitoral gratuito, ou na propaganda impressa, a mídia eletrônica traduz aquilo que o manipulador da informação digita. Se verdadeira ou não cabe ao eleitor analisar. Num ambiente eleitoral de campanha onde todos mentem, uns menos outros mais, não existe desequilíbrio, enquanto o eleitor, pelo que pesquisei, votou nas últimas eleições analisando o perfil dos postulantes e da atuação administrativa do candidato – assinalou.

Para o dirigente esse foi o tom da campanha em 2018, daí a influência na escolha. “Cabe aos candidatos construir uma boa administração, para poder enfrentar o eleitor cada vez mais crítico. Existe um movimento da mídia tradicional, que tem como objetivo vulgarizar o uso da mídia eletrônica popular. Eles perderam espaço para os smartphones, e não acompanharam a evolução da mídia, que está nas mãos de 4,5 bilhões de pessoas no planeta. Só no Brasil temos 180 milhões de conectados”, alerta.

Uso de conteúdos de cultura popular

Já nas Filipinas, a pesquisa revela que candidatos pagaram “micro-influenciadores " de redes sociais para divulgarem suas campanhas no Facebook, Twitter e Instagram, onde polvilharam suas preferências políticas em meio a conteúdos de cultura popular.

Ainda de acordo com o relatório da Freedom House, a desinformação online prevaleceu nos Estados Unidos na iminência de grandes eventos políticos, como as eleições de meio de mandato em 2018 e a audiência de confirmação de Brett Kavanaugh, juiz indicado à Suprema Corte.

A Freedom House descobriu também um aumento no número de governos usando bots e contas falsas para moldar sorrateiramente as opiniões na internet e assediar oponentes. Esse comportamento foi visto em 38 dos 65 países analisados.

Além disso, as redes sociais estão sendo cada vez mais usadas para vigilância em massa, já que autoridades de ao menos 40 países instituíram programas avançados de monitoramento destas plataformas.

Conteúdo: ANIBRPress

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