Governo federal promete quebrar privilégio da mídia publicitária


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O compromisso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de “acabar” com o que ele chamou de “privilégios” na distribuição de verbas publicitárias federais para órgãos de imprensa que o governo considere "imparciais", referenda o pleito da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI, que preconiza em seu Estatuto a luta para a democratização da verba estatal nos meios de comunicações.


O presidente garantiu que: "Nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos daquilo que nós viermos a gastar com nossa imprensa. Queremos que cada vez uma imprensa mais forte e isenta. A imprensa livre é a garantia da nossa democracia. Vamos acreditar em vocês, mas estas verbas não serão mais privilegiadas para a empresa A, B ou C", disse Jair Bolsonaro durante a cerimônia de posse dos presidentes de estatais, no Palácio do Planalto.


Fim de privilégios


O presidente disse também que buscará o apoio do Congresso para acabar com o chamado “BV”, bonificação por volume paga por veículos de comunicação a agências de publicidade. "Aprendi há pouco o que é isso, e fiquei surpreso e até mesmo assustado. Vamos eliminar essas questões para que a imprensa possa cada vez mais fazer um bom trabalho no Brasil", declarou.


Internet lidera a mídia


No Brasil, o número pessoas com acesso à Internet em 2017 foi de 139.1 milhões (66% da população) índice que não apresentou mudanças entre 2016 e 2017. No entanto, ainda assim, no mesmo período, houve um aumento de 7% dos usuários em redes sociais. Dos 130 milhões de brasileiros que utilizam as redes sociais. Desses, 120 milhões realizam o acesso através de seus celulares. Número que representa 57% do total da população brasileira.


Micro e pequenos comunicadores


Para o presidente da ANI Roberto Monteiro Pinho, privilegiar duas ou três mídias tradicionais e de linha esquerdista, discrimina o acesso a verba de veículos neutros e com menor poder político. Dos cinco anos com maiores investimentos, três (2013, 2012 e 2014) ocorreram nos cinco anos do período Dilma, e dois (2009 e 2010) nos oito anos do período Lula. E a maior redução de investimento de um ano para o outro aconteceu de 2014 para 2015 – R$ 591.470.711,00 (- 24%). “Os números traduzem exatamente a preocupação da instituição em fazer chegar ao micro e pequeno comunicador a verba percentual a sua importância no cenário nacional” – explica.


Temos que ajudar desconstruir a hegemonia dos meios de comunicações tradicionais. Globo, Folha e Carta Capital estão fora do novo contexto. “O problema é que os governos na Era PT não se coadunaram com esta proposta, esperamos que neste governo o caso não se repita”. Eles estão se movimentando e pressionam até mesmo com publicações fake news – adverte o dirigente.

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